quinta-feira, 10 de maio de 2012

Semana de Oração pelas as Crianças










Sardes, a Igreja Morta


TEXTO ÁUREO
"Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá" 

(Ef 5.14).

VERDADE PRÁTICA
Somente o Espírito Santo pode reavivar a Igreja e levá-la a posicionar-se como a agência por excelência do Reino de Deus.


HINOS SUGERIDOS 57,175,530 

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Rm 6.3 - 
Em Cristo, somos todos batizados

Terça - Jo 17.2; At 3.15 - 
Cristo: o Autor da vida

Quarta - Gn 1.3; Lc 1.35; Jo 3.5 - 
O Espírito Santo nos dá vida

Quinta - Ef 5.23; 1 Pe 1.17-19- 
Cristo resgatou a Igreja com seu precioso sangue

Sexta - Ap 3.3 - 
Devemos nos lembrar do que temos recebido 

Sábado - Jr 48.10 - 
Não podemos ser relapsos com o Senhor


INTRODUÇÃO


1. A história da igreja de Sardes tem muito a ver com a história da cidade de Sardes. A glória de Sardes estava no seu passado. Sardes foi a capital da Lídia no século VII a.C, viveu seu tempo áureo nos dias do rei Creso. Era uma das cidades mais magníficas do mundo nesse tempo.

2. Situada no alto de uma colina, amuralhada e fortificada, sentia-se imbatível e inexpugnável. Seus soldados e habitantes pensavam que jamais cairiam nas mãos dos inimigos. De fato a cidade jamais fora derrotada por um confronto direto. Seus habitantes eram orgulhosos, arrogantes, e autoconfiantes.

3. Mas a cidade orgulhosa caiu nas mãos do rei Ciro da Pérsia em 529 a.C, quando este cercou a cidade por 14 dias, e quando seus soldados estavam dormindo, ele penetrou com seus soldados por um buraco na muralha, o único lugar vulnerável, e dominou a cidade. Mais tarde, em 218 a.c, Antíoco Epifânio dominou a cidade da mesma forma. E isso por causa da auto­confiança e falta de vigilância dos seus habitantes. Os membros dessa igreja entenderam claramente o que Jesus estava dizendo, quando afirmou: "Sede vigilantes! ... senão virei como ladrão de noite".

4. A cidade foi reconstruída no período de Alexandre Magno e dedicada à deusa Cibele. Essa divindade padroeira era creditada com o poder especial de restaurar vida aos mortos. Mas a igreja estava morrendo e só Jesus poderia dar vida aos crentes.

5. No ano 17 d.C. Sardes foi parcialmente destruída por um terremoto e reconstruída pelo imperador Tibério. A cidade tornou-se famosa pela alto grau de imoralidade que a invadiu e a decadência que a dominou.

6. Quando João escreveu esta carta, Sardes era uma cidade rica, mas totalmente degenerada. Sua glória estava no passado e seus habitantes entregavam-se agora aos encantos de uma vida de luxúria e prazer. A igreja tornou-se como a cidade. Em vez de influenciar, foi influenciada. Era como sal sem sabor ou uma candeia escondida. A igreja não era nem perigosa nem desejável para a cidade de Sardes.

7. É nesse contexto que vemos Jesus enviando esta carta à igreja. Sardes era uma poderosa igreja, dona de um grande nome. Uma igreja que tinha nome e fama, mas não vida. Tinha performance, mas não integridade. Tinha obras, mas não dignidade.

8. A esta igreja Jesus envia uma mensagem revelando a necessidade imperativa de um poderoso reavivamento.Uma atmosfera espiritual sintética substituía o Espírito Santo naquela igreja. Ela substituía a genuína experiência espiritual por algo simulado. A igreja estava caindo num torpor espiritual e precisava de reavivamento. O primeiro passo para o reavivamento é ter consciência de que há crentes mortos e outros dormindo que precisam ser despertados.

9. Não é diferente o estado da igreja hoje. Ao sermos confrontados por aquele que anda no meio dos candeeiros, precisamos também tomar conhecimento da nossa necessidade de reavivamento hoje. Devemos olhar para esta carta não como uma relíquia, mas como um espelho, em que nos vemos a nós mesmos.

I. A NECESSIDADE DO REAVIVAMENTO
1. Quando há crentes que só têm o nome no rol da igreja, mas ainda estão mortos espiritualmente, ou seja, ainda não são convertidos - v. 1
A igreja vivia de aparências - As palavras de Jesus à igreja foram mais bombásticas do que o terremoto que destruiu a cidade no ano 17 d.C. A igreja tinha adquirido um nome. A fama da igreja era notável. A igreja gozava de grande reputação na cidade. Nenhuma falsa doutrina estava prosperando na comunidade. Não se ouve de balaamitas, nem dos nicolaítas, nem mesmo dos falsos ensinos de Jezabel. Aos olhos dos observadores parecia ser uma igreja viva e dinâmica. Tudo na igreja sugeria vida e vigor, mas a igreja estava morta. Era uma igreja apenas de rótulo, de aparência. A maioria dos seus membros ainda não eram convertidos. O diabo não precisou perseguir essa igreja de fora para dentro, ela já estava sendo derrotada pelos seus próprios pecados.
A igreja parecia mais um cemitério espiritual, do que um jardim cheio de vida - Não nos enganemos acerca de Sardes. Ela não é o que o mundo chamaria de igreja morta. Talvez ela seja considerada viva mesmo pelas igrejas irmãs. Nem ela própria tinha consciência do seu estado espiritual. Todos a reputavam como igreja viva, florescente; todos, com exceção de Cristo. Parecia estar viva, mas na verdade estava morta. Tinha um nome respeitável, mas era só fachada. Quando Jesus examinou a igreja mais profundamente, disse: "Não achei as suas obras íntegra diante do meu Deus" (v. 2). J. I. Packer diz que há igrejas cujos cultos são solenes, mas são como um caixão florido, lá dentro tem um defunto.
A reputação da igreja era entre as pessoas e não diante de Deus -A igreja tinha fama, mas não vida. Tinha pompa, mas não Pentecoste. Tinha exuberância de vida diante dos homens, mas estava morta diante de Deus. Deus não vê como vê o homem. A fama diante dos homens nem sempre é glória diante de Deus. Aquela igreja estava se transformando apenas em um clube.
A fé exercida pela igreja era apenas nominal - O Cristianismo da igreja era apenas nominal. Seus membros pertenciam a Cristo apenas de nome, porém não de coração. Tinham fama de vivos; mas na realidade estavam mortos. Fisicamente vivos, espiritualmente mortos.
Ilustração: O pastor que anunciou o funeral da igreja. E colocou espelho no fundo do caixão.

2. Quando há crentes que estão no CTI espiritual em adiantado estado de enfermidade espiritual - v. 2
• Na igreja havia crentes espiritualmente em estado terminal – A maioria dos crentes apenas tinha seus nomes no rol da igreja, mas não no Livro da Vida. Mas havia também crentes doentes, fracos, em fase terminal. O mundanismo adoece a igreja. O pecado mata a vontade de buscar as coisas de Deus. O pecado mata os sentimentos mais elevados e petrifica o coração. No começo vem dúvidas, medo, tristeza, depois a consciência cauteriza, perde a vergonha. Ilustração: A bebida é a mistura do sangue do pavão, leão, macaco e porco.

3. Quando há crentes que embora estejam em atividade na igreja, levam uma vida sem integridade - v. 2
Esses crentes têm vida dupla - Suas obras não são íntegras. Eles trabalham, mas apenas sob as luzes da ribalta. Eles promovem seus próprios nomes e não o de Cristo. Buscam a sua própria glória e não a de Cristo. Honram a Deus com os lábios, mas o coração está longe do Senhor (Is 29:13). Os cultos são solenes, mas sem vida, vazios de sentido. A vida dos seus membros estava manchada pelo pecado.
Esses crentes são como os hipócritas - dão esmolas, oram, jejuam, entregam o dízimo, com o fim da ganhar a reputação de serem religiosos. Eles são como sepulcros caiados. Ostentam aparência de piedade, mas negam seu poder (2 Tm 3:5). E formalidade sem poder, reputação sem realidade, aparência externa sem integridade interna, demonstração sem vida.
Esses crentes vivem um simulacro da fé, um faz-de-conta da religião - Cantam hinos de adoração, mas a mente está longe de Deus. Pregam com ardor, mas apenas para exibir sua cultura. Deus quer obediência, a verdade no íntimo. Caim ofertou a Deus, mas sua vida e seu culto foram rejeitados. O povo na época de Isaías comparecia ao templo, mas Deus estava cansado de suas cerimônias pomposas sem o acompanhamento da vida santa. Ananias e Safira ofertam, mas para a promoção de seus próprios nomes. Em Sardes os crentes estão falsamente satisfeitos e confiantes; são falsamente ativos, falsamente devotos e falsamente fiéis.

4. Quando há crentes se contaminando abertamente com o mundanismo - v. 4
A causa da morte da igreja de Sardes era não a perseguição, nem a heresia, mas o mundanismo - Onde reina a morte pelo pecado, não há morte pelo martírio. A maioria dos crentes estava contaminando as suas vestiduras. Isso é um símbolo da corrupção. O pecado tinha se infiltrado na igreja. Por baixo da aparência piedosa daquela respeitável congregação havia impureza escondida na vida de seus membros.
Viviam uma vida moralmente frouxa - O mundo estava entrando dentro da igreja. A igreja estava se tornando amiga do mundo, amando o mundo e se conformando com ele. O fermento do mundanismo estava se espalhando na massa e contaminando a maioria dos crentes.
Os crentes não tinham coragem de ser diferentes. Eram como Sansão (Jz 14:10) e não como Daniel (Dn 1:8), que resolveu firmemente em seu coração não se contaminar.

II. OS IMPERATIVOS PARA O REAVIVAMENTO
• Aqui estão cinco imperativos de Jesus para a igreja: 1) Sê vigilante; 2) Fortaleça ou consolida o que resta; 3) Lembre-se; 4) Obedeça; 5) Arrependa-se.
• Podemos sintetizar esses imperativos de Jesus, em três aspectos básicos:

1. Uma volta urgente à Palavra de Deus - v. 3
O que é que eles ouviram e deviam lembrar, guardar e voltar? A Palavra de Deus - A igreja tinha se apartado da pureza da Palavra. O reavivamento é resultado dessa lembrança dos tempos do primeiro amor e dessa volta à Palavra. Uma igreja pode ser reavivada quando ela volta ao passado e lembra os tempos antigos, do seu fervor, do seu entusiasmo, da sua devoção a Jesus. Deixemos que a história passada nos desafie no presente a voltarmos para a Palavra de Deus.
Lembra-te - "presente imperativo" = segue recordando, nunca esqueça de recordar. Arrepende-te - "aoristo imperativo" = ação completada. Um momento de fazer opção e deixar o mundo para trás, um corte radical com o estilo de vida mundano. Guarda-o - "presente imperativo" = Não deixe de guardar o evangelho. Observa-o. Obedeça-o. Deixe de ser um crente claudicante, que está firme hoje e capenga amanhã.
Quando uma igreja experimenta um reavivamento ela passa a ter fome da Palavra - O primeiro sinal do reavivamento é a volta do povo de Deus à Palavra. Os crentes passam a ter fome de Deus e da sua Palavra. Começam a se dedicar ao estudo das Escrituras. Abandonam o descaso e a negligência com a Palavra.
• A Palavra torna-se doce como o mel. As antigas veredas se fazem novas e atraentes. A Palavra torna-se viva, deleitosa, transformadora.
O verdadeiro avivamento é fundamentado na Palavra, orientado e limitado por ela - Ele tem na Bíblia a sua base, sua fonte, sua motivação, seu limite e seus propósitos.
• Avivamento não pode ser confundido com liturgia animada, com culto festivo, inovações litúrgicas, obras abundantes, dons carismáticos, milagres extraordinários. O reavivamento é bíblico ou não vem de Deus.

2. Uma volta à vigilância espiritual - v. 2
Sardes caiu porque não vigiou - A cidade de Sardes fora invadida e dominada duas vezes porque se sentia muito segura e não vigiou. Jesus alerta a igreja que se ela não vigiar, se ela não acordar, ele virá a ela como o ladrão de noite, inesperadamente. Para aqueles que pensam que estão salvos, mas ainda não se converteram, aquele dia será dia de trevas e não de luz (Mt 7:21-23).
• A igreja precisa estar vigilante contra as ciladas de Satanás, contra a tentação do pecado - Fuja de lugares, situações, pessoas. Cuidado com a vaidade do mundo.
Alguns membros da igreja em Sardes estavam sonolentos e não mortos - E Jesus os exorta a se levantarem desse sono letárgico (Ef 5:14). Há crentes que estão dormindo espiritualmente. São acomodados, indiferentes às coisas de Deus. Não têm apetite espiritual. Não vibram com as coisas celestiais.
Os crentes fiéis (v. 4) precisam fortalecer os que estavam com um pé na cova e arrancar aqueles que estavam se contaminando com o mundo - Precisamos vigiar não apenas a nós mesmos, mas os outros também. Uma minoria ativa pode chamar de volta a maioria da morte espiritual. Um remanescente robusto pode fortalecer o que resta e que estava para morrer (v. 4).
Precisamos vigiar e orar - Os tempos são maus. As pressões são muitas. Os perigos são sutis. O diabo não atacou a igreja de Sardes com perseguição nem com heresia, mas minou a igreja com o mundanismo. Os crentes não estão sendo mortos pela espada do mundo, mas pela amizade com o mundo.
A igreja de Sardes não era uma igreja herética e apóstata - Não havia heresias nem falsos mestres na igreja. A igreja não sofria perseguição, não era perturbada por heresias, não era importunada por oposição dos judeus. Ela era ortodoxa, mas estava morta. O remanescente fiel devia estar vigilante para não cair em pecado e também para preservar uma igreja decadente da extinção, restabelecendo sua chama e seu ardor pelo Senhor.

3. Uma volta à santidade - v. 4
O torpor espiritual em Sardes não tinha atingido a todos - Ainda havia algumas pessoas que permaneciam fiéis a Cristo. Embora a igreja estivesse cheia, havia apenas uns poucos que eram crentes verdadeiros e que não haviam se contaminado com o mundo. A maioria dos crentes estava vivendo com vestes manchadas, e não tendas obras íntegras diante de Deus.
As vestes sujas falam de pecado, de impureza, de mundanismo -Obras sem integridade falam de caráter distorcido, de motivações erradas, de ausência de santidade.

III. O AGENTE DO REAVIVAMENTO
1. Jesus conhece o estado da igreja - v. 1
• Jesus conhece as obras da igreja - Ele conhece a nossa vida, nosso passado, nossos atos, nossas motivações. Seus olhos são como chama de fogo. Ele vê tudo e a tudo sonda.
• A vê que a igreja de Esmirna é pobre, mas aos olhos de Deus é rica. Ele vê que na igreja apóstata de Tiatira, havia um remanescente fiel. Ele vê que a igreja que tem uma grande reputação de ser viva e avivada como Sardes, está morta. Ele vê que uma igreja que tem pouca força como Filadélfia tem uma porta aberta. Ele vê que uma igreja que se considera rica e abastada como Laodicéia não passa de uma igreja pobre e miserável.
• Jesus conhece também esta igreja. Sabe quem somos, como estamos e do que precisamos.

2. Jesus é o dono da igreja - v. 1
Ele tem as sete estrelas - As estrelas são os anjos das sete igrejas. As estrelas estão nas mãos de Jesus. A igreja pertence a Jesus. Ele controla a igreja. Ele tem autoridade e poder para restaurar a sua igreja. Ele disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a sua igreja. Ele pode levantar a igreja das cinzas. Ele tem tudo em suas mãos.
• Cristo é o dono da igreja. Ele tem cuidado da igreja. Ele a exorta, consola, cura e restaura.

3. Jesus é quem pode reavivar a igreja por meio do seu Espírito - v. 1
Jesus tem e oferece a plenitude do Espírito Santo à igreja - O
problema da igreja de Sardes era morte espiritual; Cristo é o que tem o Espírito Santo, o único que pode dar vida. A igreja precisa passar por um avivamento ou enfrentará um sepultamento. Somente o sopro do Espírito pode trazer vida para um vale de ossos secos. O profeta Ezequiel fala sobre o vale de ossos secos. "Filho do homem, poderão reviver esses ossos? Senhor Deus, tu o sabes".
Uma igreja morta, enferma e sonolenta precisa ser reavivada pelo Espírito Santo - Só o Espírito Santo pode dar vida, e restaurar a vida. Só o sopro de Deus pode fazer com que o vale de ossos secos transforme-se num exército. Jesus é aquele que tem o Espírito e o derrama sobre a sua igreja.
• É pelo poder do Espírito que a igreja se levanta da morte, do sono e do mundanismo para servir a Deus com entusiasmo.
• Jesus é quem envia o Espírito à igreja para reavivá-la - O Espírito Santo é o Espírito de vida para uma igreja morta. Quando ele sopra, a igreja morta e moribunda levanta-se. Quando ele sopra nossa adoração formal passa a ter vida exuberante. Quando ele sopra os crentes têm deleite na oração. Quando ele sopra os crentes são tomados por uma alegria indizível. Quando ele sopra os crentes testemunham de Cristo com poder.
• A Palavra diz que devemos orar no Espírito, pregar no Espírito, adorar no Espírito, viver no Espírito e andar no Espírito. Uma igreja inerte só pode ser reavivada por ele. Uma igreja sonolenta só pode ser despertada por ele. Uma igreja fraca, fortalecida. Uma igreja morta, receber vida.
• Oh! que sejamos crentes cheios do Espírito de Cristo. Uma coisa é possuir o Espírito, outra é ser possuído por ele. Uma coisa é ser habitado pelo Espírito, outra é ser cheio do Espírito. Uma coisa é ter o Espírito residente, outra é ter o Espírito presidente.

IV. AS BÊNÇÃOS DO REAVIVAMENTO
1. Santidade agora, é garantia de glória no futuro - v. 5
• A maioria dos crentes de Sardes tinha contaminado suas vestiduras, isto é, tornaram-se impuros pelo pecado. O vencedor receberia vestes brancas, símbolo de festa, pureza, felicidade e vitória. Sem santidade não há salvação. Sem santificação ninguém verá a Deus. Sem vida com Deus aqui, não haverá vida com Deus no céu. Sem santidade na terra não há glória no céu.

2. Quem não se envergonha de Cristo agora, terá seu nome proclamado no céu por Cristo - v. 5
• Quando uma pessoa morre, tiramos o atestado de óbito. Tira o nome do livro dos vivos. Os nomes dos mortos não constam no registro dos vivos. O salvo jamais será tirado do rol do céu.
• Aqueles que estão mortos espiritualmente e negam a Cristo nesta vida não têm seus nomes escritos no livro da Vida. Mas aqueles que confessam a Cristo, e não se envergonham do seu nome, terão seus nomes confirmados no livro da vida e seus nomes confessados por Cristo diante do Pai. Os crentes fiéis confessam e são confessados.
• Nosso nome pode constar do registro de uma igreja sem estar no registro de Deus. Ter apenas a reputação de estar vivo é insuficiente. Importa que o nosso nome esteja no livro da vida a fim de que seja proclamado por Cristo no céu (Mt 10:32).

CONCLUSÃO
Quem tem ouvidos, ouça o que Espírito diz às igrejas! Que Deus envie sobre nós, nestes dias, um poderoso reavivamento!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Tiatira, a Igreja Tolerante

Subsidio para a 5º Lição Tiatira, a Igreja Tolerante - CPAD





Leitura em Classe


Segunda - At 16.14 - 
Lídia servia a Deus em Tiatira


 "E certa mulher chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que temia a Deus, nos escutava e o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia."


Terça - At 19.10 - 
Toda Ásia ouvia a Palavra de Deus


Durou isto por dois anos; de maneira que todos os que habitavam na Ásia, tanto judeus como gregos, ouviram a palavra do Senhor."



Quarta - Ap 2.18 - 
"Olhos" e "pés" do Filho de Deus


"Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes a latão reluzente:"




Quinta - Ap 2.19 - 
Tiatira, uma igreja que ama


"Conheço as tuas obras, e o teu amor, e a tua fé, e o teu serviço, e a tua perseverança, e sei que as tuas últimas obras são mais numerosas que as primeiras."



Sexta - Ap 2.23 - 
O Senhor sonda mentes e corações


"...e ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que esquadrinha os rins e os corações; e darei a cada um de vós segundo as suas obras."



Sábado - 2 Co 11.3 - 
A simplicidade em Cristo

"Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo."

OBJETIVOS :

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Identificar as principais características igreja de Tiatira.
Saber que se tratava de uma igreja rica em obras.
Conscientizar-se de que o verdadeiro amor não é cego para o pecado.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Caro professor, a lição desse domingo avalia a relação tênue que há entre "amor" e "disciplina". Para concluir a lição bíblica sobre a igreja de Tiatira, leia Provérbios 3.11,12 e Apocalipse 3.19. Após a leitura, diga aos alunos que Deus é amor, bondade e misericórdia, no entanto, tais atributos não anulam sua natureza disciplinadora: O Pai "repreende" e "corrige" a quem Ele ama e quer bem. 

I. A IGREJA EM TIATIRA
1. A maior das cartas é dirigida a menos importante das sete cidades. Tiatira não era nenhum centro político ou religioso. Sua importância era comercial. Ficava no caminho por onde viajava o correio imperial. Por este caminho se transportava todo o intercâmbio comercial entre Europa e Ásia.
 2. Tiatira era sede de vários grêmios de comércio importantes (lã, couro, linho, bronze, tintureiros, alfaiates, vendedores de púrpura). Uma dessas corporações vendiam vestimentas de púrpura e é provável que Lídia era uma representante dessa corporação em Filipos (At 16:14). Estes grêmios tinham fins tanto de mútua proteção e benefício como de tipo social e recreativo.
 3. Seria quase impossível ser comerciante em Tiatira sem fazer parte desses grêmios. Não participar era uma espécie de suicídio comercial. Era perder as esperanças de prosperidade.
 4. Cada grêmio tinha sua divindade titular. Nessas reuniões havia banquetes com comida sacrificada aos ídolos e acabavam depois em festas cheias de licenciosidade.
 5. O que os cristãos deviam fazer nessas circunstâncias: transigir ou progredir? Manter a consciência pura ou entrar no esquema para não perder dinheiro? Ser santo ou ser esperto? Qual é a posição do cristão: se sai do grêmio perde sua posição, reputação e lucro financeiro. Se permanece nessas festas nega a Jesus. Nessa situação Jezabel fingiu saber a solução. Disse ela: para vencer a Satanás é preciso conhecer as coisas profundas de Satanás. Não se pode vencer o pecado sem conhecer profundamente o pecado pela experiência.
 6. É dentro dessa "cultura que está a igreja de Tiatira. Era uma igreja forte, crescente. Aos olhos de qualquer observador parecia ser uma igreja vibrante, amorosa, cheia de muitas pessoas.

II. A IDENTIFICAÇÃO DO DESTINATÁRIO
1. Jesus se apresenta como aquele que conhece profundamente a igreja - v. 18,23
• Ele não apenas está no meio dos candeeiros (1:16). Ele também anda no meio dos candeeiros (2:1). Ele conhece as obras da igreja (2:19), as tribulações da igreja (2:9), bem como, o lugar em que a igreja está (2:13).
• Seus olhos são como chama de fogo (2:18). Ele vê tudo, conhece tudo e sonda a todos. Nada escapa ao seu conhecimento. Ele conhece as obras (2:19) e também as intenções (2:23).
• Cristo se apresenta assim, porque muitas práticas vis estavam sendo toleradas secretamente dentro da igreja. Mas ninguém pode esconder-se do olhar penetrante e onisciente de Jesus. Pedro não pôde apagar da sua memória o olhar penetrante de Jesus. Ele esquadrinha o coração e os pensamentos. No dia do juízo ele vai julgar o segredo do coração dos homens.
 2. Jesus se apresenta como aquele que distingue dentro da igreja as pessoas fiéis e as infiéis - v. 24
• Numa mesma comunidade havia três grupos: os que eram fiéis (2:24), os que estavam tolerando o pecado (2:20) e os que estavam vivendo no pecado (2:20-22).
• A igreja está bem, está em perigo e está mal. E Jesus sabe distinguir uns dos outros. Numa mesma igreja há gente salva e gente perdida. Há joio e trigo. 
3. Jesus se apresenta como aquele que reconhece e elogia as marcas positivas da igreja-v.19
a) A igreja era operosa - Havia trabalho, labor, agenda cheia.
b) A igreja era marcada por amor - A igreja possuía a maior das virtudes, o amor. O que faltava em Éfeso havia em Tiatira.
c) A igreja era marcada por fé - Confiança em Deus.
d) A igreja era marcada pela perseverança ou paciência triunfadora - A igreja passava pelas provas com firmeza.
e) A igreja estava em franco progresso espiritual - As últimas obras da igreja eram mais numerosas que as primeiras. Essas marcas eram do remanescente fiel e não da totalidade dos membros.

III. UMA IGREJA RICA EM OBRAS
1. Antes de Jesus tratar a igreja com juízo, a confronta em misericórdia - v. 21
• Deus é paciente. Ele é longânimo. Ele não tem prazer na morte do ímpio. Ele não quer que nenhum se perca. Ele chama ao arrependimento. Ele dá tempo para que o pecador se arrependa. Cada dia é um tempo de graça, é uma oportunidade de se voltar para Deus. As portas da graça estão abertas. Os braços do perdão estão estendidos. Como fez com Jerusalém, ele faz com aquele os faltosos da igreja: "Jerusalém, Jerusalém, quantas vezes quis eu ajuntar os seus filhotes como a galinha ajunta os seus filhotes e vós não o quisestes" (Mt 23:37). Doutra feita Jesus disse: "Contudo não quereis vir a mim para terdes vida" (Jo 5:40).
 2. Antes de Jesus tratar a igreja com juízo, a confronta com a disciplina - v. 22
• A disciplina é um ato de amor. Jesus traz o sofrimento. Ele transformou o leito do adultério em leito do sofrimento. Ele transformou o prazer do pecado em chicote de disciplina. Ele está usando todos os recursos para levar o faltoso ao arrependimento.
 3. A falta de arrependimento implica necessariamente na aplicação inexorável do juízo - v. 19,22,23
• Jezabel não quis se arrepender. Ela desprezou o tempo da sua oportunidade. Ela fechou a porta da graça com as suas próprias mãos. Ela calcou aos pés o sangue purificador de Cristo. Ela zombou da paciência de Cordeiro.
 • Agora ela e seus seguidores são castigados com a doença, com grande tribulação e com a morte (2:22-23). O salário do pecado é a morte. O pecado é doce ao paladar, mas amargo no estômago. O pecado é uma fraude, oferece prazer e traz desgosto. Satanás é um estelionatário, promete vida e paga com a morte.
• O juízo contra o pecado será final e completo no dia do juízo. Jesus não apenas tem olhos como de fogo (2:19). Ele não apenas sonda mente e corações (2:23), mas também tem os pés semelhantes ao bronze polido, prontos a esmagar os seus inimigos (2:19). No dia do juízo Cristo colocará todos os seus inimigos debaixo dos seus pés. Naquele dia o Cordeiro estará irado (6:17).

IV. JEZABEL, E AS PROFUNDEZAS DE SATANÁS
1. Antes de Jesus tratar a igreja com juízo, a confronta em misericórdia - v. 21
• Deus é paciente. Ele é longânimo. Ele não tem prazer na morte do ímpio. Ele não quer que nenhum se perca. Ele chama ao arrependimento. Ele dá tempo para que o pecador se arrependa. Cada dia é um tempo de graça, é uma oportunidade de se voltar para Deus. As portas da graça estão abertas. Os braços do perdão estão estendidos. Como fez com Jerusalém, ele faz com aquele os faltosos da igreja: "Jerusalém, Jerusalém, quantas vezes quis eu ajuntar os seus filhotes como a galinha ajunta os seus filhotes e vós não o quisestes" (Mt 23:37). Doutra feita Jesus disse: "Contudo não quereis vir a mim para terdes vida" (Jo 5:40).
2. Antes de Jesus tratar a igreja com juízo, a confronta com a disciplina - v. 22
• A disciplina é um ato de amor. Jesus traz o sofrimento. Ele transformou o leito do adultério em leito do sofrimento. Ele transformou o prazer do pecado em chicote de disciplina. Ele está usando todos os recursos para levar o faltoso ao arrependimento.
 3. A falta de arrependimento implica necessariamente na aplicação inexorável do juízo - v. 19,22,23
• Jezabel não quis se arrepender. Ela desprezou o tempo da sua oportunidade. Ela fechou a porta da graça com as suas próprias mãos. Ela calcou aos pés o sangue purificador de Cristo. Ela zombou da paciência de Cordeiro.
• Agora ela e seus seguidores são castigados com a doença, com grande tribulação e com a morte (2:22-23). O salário do pecado é a morte. O pecado é doce ao paladar, mas amargo no estômago. O pecado é uma fraude, oferece prazer e traz desgosto. Satanás é um estelionatário, promete vida e paga com a morte.
• O juízo contra o pecado será final e completo no dia do juízo. Jesus não apenas tem olhos como de fogo (2:19). Ele não apenas sonda mente e corações (2:23), mas também tem os pés semelhantes ao bronze polido, prontos a esmagar os seus inimigos (2:19). No dia do juízo Cristo colocará todos os seus inimigos debaixo dos seus pés. Naquele dia o Cordeiro estará irado (6:17).



V. UMA IGREJA RECOMPENSADA PELA SUA VITÓRIA AO PERMANECER FIEL AO SEU SENHOR ATÉ O FIM - V. 26-29
1. O vencedor é o que guarda até o fim as obras de Jesus - v. 26
• Perseverança é a marca dos santos. Aqueles que se desviam e perecem no pecado são como Judas, filhos da perdição, nunca nasceram de novo.
 2. O vencedor vai julgar os ímpios e reinar com Cristo - v. 26-27
• A falsa profetisa estava pregando que os crentes que não entrassem nos grêmios comerciais e não participassem das suas cerimônias pagas perdiam o prestígio e cometiam um suicídio econômico e estavam fadados à falência.
• Mas Cristo ensina que não adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma. Aqueles que não vendem a sua consciência e não trocam Deus pelo dinheiro, vão ser honrados, vão assentar no trono, e vão julgar os ímpios. Os santos julgarão o mundo (1 Co 6:2). Aqueles que têm dominado suas próprias paixões sobre a terra terão ascendência sobe outros no céu. No dia do juízo os perversos serão quebrados como um vaso de barro (SI 2:8-9).
• Em vez de desprezo, teremos uma posição de honra. Vamos reinar com Cristo. Aqueles que perdem a vida por amor a Cristo, encontram a verdadeira vida, mas aqueles que querem ganhar a vida, perdem-na.
 3. O vencedor vai conhecer não as coisas profundas de Satanás, mas as coisas profundas de Cristo - v. 28
• Os salvos receberão a estrela da manhã. Não apenas eles receberão corpos gloriosos que vão brilhar como as estrelas no firmamento, mas também, vão conhecer a Cristo, a estrela da manhã (Ap 22:16), na sua plenitude. Os salvos terão parte não apenas na autoridade de Cristo de governador o mundo, mas também na sua glória. Recusando-se a penetrar nas profundezas de Satanás, eles sondarão as profundezas de Cristo. Voltando suas costas às trevas do pecado, eles verão a luz da glória de Deus na face de Cristo. Os que renunciaram o pecado e as vantagens do mundo, viverão na glória com Cristo em completo e eterno contentamento.
• Cristo é a nossa herança, a nossa riqueza, a nossa recompensa. Vê-lo-emos face a face. Servi-lo-emos eternamente. Ele será nosso prazer e deleite para sempre. Cristo é melhor que os banquetes do mundo. Só ele satisfaz nossa alma.

CONCLUSÃO
• "Quem tem ouvidos, ouça o que Espírito diz às igrejas" (v. 29). Esta carta não foi apenas para Tiatira, é para a nossa igreja. Que Deus nos dê ouvidos para ouvir o que Deus está nos falando. Amém.

Teatro - Um Presente Para Mamãe

OBJETIVO: Mostrar alguns casos do relacionamento entre mãe e filha.

PERSONAGENS:
JOANA (não tem mãe)
MARCOS (não tem dinheiro pra comprar o presente para sua mãe)
CRISTINA (não gosta muito de sua mãe) -
PEDRO (amigo de Joana, também não tem mãe, ambos vivem na rua) [pode ser irmão caçula de Joana]
MÃE DE JOANA E PEDRO (adota Joana como filha)
MÃE DE CRISTINA (se ‘reconcilia’ com a filha)
MÃE DE MARCOS (adora o presente dele)

CENÁRIO: Véspera do Dia das Mães.

CENA 1

Algumas crianças se reúnem na véspera do Dia das Mães:

JOANA: Nossa! Como a festa hoje está linda, como a igreja está cheia hoje, todo mundo comemorando, até parece que é natal!
MARCOS: AH! Joana, é porque amanhã é o dia das mães, se esqueceu?
JOANA: É difícil eu me lembrar, já que não tenho mãe. – diz Joana triste.
CRISTINA: Sorte sua, as mães vivem mandando na gente, não deixa a gente fazer o que queremos.
PEDRO: Sorte nossa não, a Joana e eu vivemos na rua, sem uma casa, sem comida, sem carinho e sem amor, se eu pudesse escolher preferia ter uma mãe que mandasse em mim.
MARCOS: Minha mãe é mandona, as vezes briga comigo, mas sei também que ela me ama muito. Outro dia, cheguei em casa machucado e minha mãe veio logo me socorrer, toda preocupada, já pensou, se eu não tivesse ela! quem cuidaria de mim?
CRISTINA: É Marcos nisso você tem razão. Você já comprou o  presente para sua mãe?
MARCOS: eu...eu.... Bem eu não tenho dinheiro para comprar um presente para minha mãe. – diz Marcos triste
CRISTINA: E como você espera que ela fique contente? Pois eu já estou indo comprar um presente para minha mãe, e vou comprar algo bem chique – e sai toda exibida.
MARCOS: e agora, eu amo tanto a minha mãe, e não queria vê-la infeliz, mas eu não tenho dinheiro, o que faço? – pergunta Marcos para seus amigos Joana e Pedro.
JOANA: Eu acho Marcos que você pode dar o que você tem!
MARCOS: mas eu não tenho nada, nem um centavo! – diz mostrando os bolsos vazios.
JOANA: você disse que ama sua mãe, não foi? Então lhe dê o seu amor, tenho certeza que ela ficará muito feliz.
PEDRO: Concordo com Joana, eu mesmo não ficaria triste de não ganhar um presente, se alguém me desse uma mãe que me amasse, cuidasse de mim, brincasse comigo, e eu pudesse abraçá-la quando estivesse com medo, diria para minha mãe, todos os dias que ela é o meu tesouro, mas infelizmente eu não tenho mãe.
MARCOS: Sabem, vocês me deram uma ótima idéia – diz animado – vou logo dar um jeito de arranjar um presente para minha mãe – e dizendo isso vai saindo, mas lembrando-se dos amigos que não têm mãe se volta e diz – ei por que vocês não arrumam uma mãe?
JOANA E PEDRO: Como?!
MARCOS: É! Vocês nunca ouviram falar de pessoas que adotam filho dos outros? Tentem arrumar uma família para vocês! – e sai de cena.
JOANA: É mesmo Pedro!
PEDRO: Mas será que alguém vai querer ficar com a gente, estamos sujos, nossas roupas estão rasgadas.
JOANA: Tenho certeza que existem muitas pessoas boas neste mundo, e sujeira sai. Vamos tentar Pedro, não temos nada a perder mesmo.
PEDRO: Está certo Joana, vamos tentar você  procura uma mãe daquele lado, e eu  procuro deste outro.
JOANA: Ta legal, Pedro e boa sorte! – sai Joana toda animada.
PEDRO: Boa sorte pra você também Joana. 
NARRAÇÃO: Joana e Pedro ficam nas ruas perguntando para as pessoas se elas querem adota-las, mas na maioria das vezes são ignorados, alguns chegam a empurrá-los porque acham que eles querem roubar, outros olham com olhar de repulsa outros com olhar de piedade, mas ninguém teve coragem de adotar Joana ou Pedro.
Até que chegou a noite, cansados de procurar uma mãe, a tristeza e a decepção eram tantas que as lágrimas rolavam pelo rosto.

CENA 2

JOANA: Puxa, procurei tanto, queria tanto ter uma família, mas ninguém me quis.
PEDRO: É, realmente não existe uma mãe para nós.
NARRAÇÃO: Joana chorava e chorava e nem percebeu que vinha chegando uma mulher triste e que também chorava, ela, vendo os dois,  se aproximou e perguntou:
MÃE DE JOANA E PEDRO: O que foi querida? Você está machucada?
JOANA: oh! Não Senhora, é que estamos tristes, pois já é dia das mães e nós não temos uma mãe para abraçar, somos só nós dois no mundo.
MÃE DE JOANA E PEDRO: É acho que sei como você se sente. Pois eu também estava chorando, este é o primeiro dia das mães que passo sem meu filhinho, que morreu atropelado.
JOANA: Puxa! Sinto muito senhora...é a Senhora chora porque não tem um filho e eu choro porque não tenho uma mãe. Tudo isso é mesmo muito triste.

(As duas permanecem em silêncio até que uma idéia surge, e as duas falam ao mesmo tempo.)

JOANA:
 Você podia ser minha mãe!
MÃE DE JOANA: Você podia ser minha filha!
JOANA: OH! Que legal! Então posso lhe chamar de mamãe?
MÃE DE JOANA: Claro que pode, pois a partir de agora você será minha filha, e como eu quero ser uma boa mãe pra você, vamos logo para casa que vou cuidar de você.
JOANA: isso é tudo que eu sempre quis, e também quero ser boa filha, mãe! e vou começar agora! -  e Joana começa a beijar a mãe.
NARRAÇÃO: Joana e a nova mãe vão para casa felizes, pois uma encontrou felicidade com a outra....... PEDRO não teve a mesma sorte. Procurou muito.... mas não encontrou ninguém, triste e decepcionado deitou-se no banco da praça e ali passou a noite, noite esta fria e de chuva, mas Pedro não se importava com mais nada.

CENA 3

NARRAÇÃO:
 Enquanto isso Cristina entregava seu presente para sua mãe.
CRISTINA: Feliz dia das mães! Espero que você goste, ele foi bem caro, e eu estou com os pés doendo de tanto andar. – diz sentando-se e mal ligando para a mãe.
MÃE DE CRISTINA: Minha filha você não está se precipitando?! O dia das mães é amanhã.
CRISTINA: É...só que amanhã eu vou sair com a galera, por isso estou lhe dando o presente hoje, o que achou?
MÃE DE CRISTINA: O que eu achei?!  Acho que eduquei você mal minha filha, o que eu mais quero no dia das mães é a sua atenção o seu carinho, não um presente caro!! E você ainda me diz que não vai ficar comigo amanhã?!
CRISTINA: Ah mãe! não começa com drama, lá vem a senhora querer me proibir de sair com meus amigos e...
MÃE DE CRISTINA: Não filha, eu não vou te proibir, faça o que estiver no seu coração, saiba apenas que este não é o presente que eu quero ganhar de você, mas eu sei esperar, um dia quando você for mãe como eu, talvez... talvez você entenda o que eu desejo mais que tudo na minha vida.

(a mãe começa a se afastar, mas pára quando a filha lhe chama)

CRISTINA: 
Mãe espera, me perdoa, só não queria dar o braço a torcer, por causa de nossas diferenças e por achar que eu não era tão importante na sua vida. Mas... EU TE AMO MUITO, MÃE!
MÃE DE CRISTINA: Eu também te amo filha e não existe nada mais importante na minha vida do que você! Desculpe-me se eu a fiz sentir que não era amada.

(conversando e rindo abraçadas vão saindo de cena)

NARRAÇÃO: 
QUE bom! Mãe e filha se entenderam.

CENA 4


Já amanheceu e Marcos está ansioso para entregar seu presente.

MARCOS: Venha mamãe, não vale olhar heim! Só quando eu disser que pode.
MÃE DE MARCOS: ah! Meu filho o que você está planejando seu danadinho. – diz dando risada.
MARCOS: Calma que a senhora logo vai ver. – então ele se ajoelha na frente da mãe segurando uma flor e um cartão no formato de coração com um espelho dentro e diz – Pronto, mãe, agora você pode olhar.
MÃE DE MARCOS: Meu filho! O que é isso? - Diz ela sorrindo
MARCOS: Isso é o meu presente mãe, como eu não tenho dinheiro,  e não posso tirar meu coração do peito sem morrer, fiz este coração de papel, para que a senhora cada vez que abri-lo e olhar dentro saberá que sempre estará nele, pois eu a amo muito mãezinha e sempre a amarei.
MÃE DE MARCOS: Oh! Meu filho! Que presente lindo! Você é um filho maravilhoso, estou muito orgulhosa!
MARCOS: Eu sou o menino mais feliz que existe, porque a Senhora é minha mãe.

(Os dois saem de cena rindo, brincando, fazendo cócegas um no outro.)

FIM

TODOS OS DIAS SÃO DIAS DAS MÃES, VIVA TODAS AS MÃES!