POEMAS DAS MÃES

AS MÃES SÃO BONECAS QUEBRADAS QUE NÓS ESQUECEMOS NO SÓTÃO
UM DIA FORAM ROMÂNTICAS E AMARAM DESESPERADAS
RESPEITEM O SEU SEGREDO QUE EXPLODE EM SÚBITAS LÁGRIMAS
EMBORA PAREÇAM ESCRAVAS TODAS POSSUEM UMA ALMA
NA VERDADE SÃO MULHERES QUE SONHARAM APAIXONADAS
E UM DIA SEM TER REMORSOS DESPEDIRAM-SE DE CASA
NA VIDA E NO ROMANCE SÃO ESTRANHAS PERSONAGENS
PERDIDAS DE SEUS VOLUMES NA POEIRA DAS ESTANTES
EU SOU A QUE ENSAIOU O VÔO MAS PERMANECEU NA PRAIA
AQUELA QUE CRUZOU O PORTO MAS VOLTOU NA HORA MARCADA
SALVOU-ME A MARESIA DO CONVÉS DOS TRANSATLÂNTICOS
E O HÁBITO DE REGER OS PÁSSAROS AO CHEGAR A MADRUGADA
OS PARTOS COBRIRAM MINHAS ASAS DE RAÍZES E FOLHAS DE ÁRVORES
E TRÊS ROSTOS DIFERENTES COMPLEMENTAM MINHA FACE
O JEJUM ME DEVOLVEU A PRIMEIRA VIRGINDADE
E EU ME TORNEI A MÁRTIR DE UMA ESTÓRIA EXTRAORDINÁRIA
AS MÃES SÃO APENAS MULHERES ASPIRANDO À DIVINDADE
O ESPÍRITO DE AVENTURA SUBLIMADO NA PAISAGEM
CRITICADAS POR SUAS FILHAS SOBREVIVEM COMO FADAS
SÃO AS PRIMEIRAS MURALHAS QUE DESEJAMOS QUEBRADAS
ASSIM COMO ESSAS BONECAS QUE NÓS ESQUECEMOS NO SÓTÃO

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